Alopecia Androgenética (Calvície Masculina e Feminina)

A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é a principal causa de perda de cabelos em homens e mulheres e, frequentemente, causa grande impacto na auto estima e qualidade de vida.

Esta alopecia é chamada de androgenética porque, na sua origem, ocorre a interação de dois fatores:

  • Andro: hormônios androgênicos ou “Hormônios masculinos”, que as mulheres também possuem.

  • Genética: predisposição genética, ou seja, o indivíduo já nasce predisposto a desenvolver esta doença.

Na calvície, então, os hormônios com ação androgência vão agir em áreas sensíveis em indivíduos geneticamente predispostos.

O principal objetivo do tratamento da calvície é tentar interromper ou retardar o afinamento progressivo dos cabelos. Algumas vezes, conseguimos também recuperar parte do volume capilar perdido.

Atualmente, estão disponíveis também algumas técnicas para ajudar no tratamento de pessoas que não alcançam uma boa melhora da calvície apenas com tratamento clínico ou que não podem usar algumas medicações. Dentre esses procedimentos, destacam-se o microagulhamento e a microinfusão de medicamentos na pele (MMP), possibilitando o chamado “drug delivery”, que é a entrega de medicamentos diretamente no couro cabeludo.

A fotobioestimulação, através do laser de diodo de baixa potência ou LED, também pode ser associada aos tratamentos padrões, normalmente associamos aos tratamentos como no MMP antes de realizar o procedimento para melhor circulação do couro cabeludo e absorção dos ativos.

Líquen Plano Pilar

Líquen Plano Pilar é uma doença inflamatória crônica que causa perda definitiva de cabelos na área afetada (alopecia cicatricial). Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são muito importantes.

O líquen plano pilar pode ser percebido, a princípio, como coceira, queimação ou descamação no couro cabeludo, mas nem sempre os sintomas estão presentes. Posteriormente começam a aparecer falhas devido à perda de cabelos, geralmente no topo da cabeça.

O seu diagnóstico é feito através de exames clínico dermatológico, dermatoscopia do couro cabeludo, biópsia e exame anatomopatológico.

Quanto mais cedo diagnosticado melhor a resposta aos tratamentos, que tem como objetivo frear a progressão das mesmas e aliviar os sintomas do paciente São utilizadas medicações com ação anti-inflamatória  como a hidroxicloroquina e a doxiciclina.

Alopecia Frontal Fibrosante

Alopecia Frontal Fibrosante é uma doença inflamatória crônica que causa perda definitiva de cabelos na área afetada (alopecia cicatricial). Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são muito importantes.

É considerada uma variante do LPP (Líquen Plano Pilar), sendo uma alopecia cicatricial que afeta a linha de implantação dos cabelos. Considerada resultado de um processo inflamatório e a consequente destruição dos chamados folículos capilares, que contêm a raiz do cabelo: a cicatrização da pele ao redor dos folículos impede que os fios nasçam ali. A linha do couro cabeludo regride - em média 1 centímetro por ano - e torna a testa cada vez mais alongada. É um fenômeno distinto da calvície, que tem origem diferente. Pode acometer ou pelos do corpo como as sobrancelhas, supercílios, barba, axilas e outras regiões corporais.

Uma vez diagnosticada, a alopecia frontal pode ser tratada com anti-inflamatórios e bloqueadores de hormônios, que podem parar a queda dos cabelos. Se o folículo não foi destruído, os fios podem voltar a crescer.

O seu diagnóstico é feito através de exames clínico dermatológico, dermatoscopia do couro cabeludo, biópsia e exame anatomopatológico.

Quanto mais cedo diagnosticado melhor a resposta aos tratamentos, que tem como objetivo frear a progressão das mesmas e aliviar os sintomas do paciente São utilizadas medicações com ação anti-inflamatória  como a hidroxicloroquina e a doxiciclina.

Alopecia Areata

É considerada uma doença autoimune e não contagiosa que resulta nas falhas no couro cabeludo e na queda de cabelo. Não se  sabe exatamente e detalhadamente o mecanismo por trás da alopecia, mas sabe-se que envolve uma autoimunidade da produção de anticorpos contra os folículos pilossebáceos, ou seja, a raiz dos fios. Com isso, surgem áreas arredondadas com ausência de fios no couro cabeludo ou a queda completa dos cabelos. Embora seja mais comum em jovens, vale lembrar que a alopecia areata é uma condição que pode resultar nas falhas de cabelo em qualquer faixa etária.

Ainda que as causas da alopecia areata sejam desconhecidas, acredita-se que a doença esteja ligada à alguns fatores, como:

  • Predisposição genética

  • Doenças autoimunes, como vitiligo e lúpus

  • Estresse

  • Ansiedade

O diagnóstico é confirmado com base no exame clínico dermatológico, auxiliado pela dermatosocpia da área afetada. Na maioria das vezes, não há necessidade de biópsia.

A injeção intralesional de corticóide, corticóide tópico, Minoxidil, imunoterapia tópica com difenciprona e antralina são algumas opções terapêuticas mais comumente utilizadas para o tratamento. A escolha da medicação é feita de acordo com a extensão e fase da doença e idade do paciente.

Eflúvio Telógeno Agudo / Crônico

Queixa muito comum no consultório é o aumento da queda de cabelo. Os pacientes realatam um aumento da queda, percebido pelo aumento de fios pela casa, chão do banheiro, travesseiro e na escova.

O couro cabeludo tem em média 100.000 fios de cabelos, sendo que cerca de 1% DOS FOLÍCULOS ESTÃO NA FASE DE QUEDA, E ESTA DURA CERCA DE 100DIAS. Algumas mudanças no nosso organismo alteram o relógio biológico dos folículos pilosas, fazendo com que um número acima do normal entre em fase telógena ao mesmo tempo. Com isso, percebe-se uma queda aumentada e difusa. E, a este tipo de queda de cabelo excessiva chamamos de Eflúvio telógeno. As possíveis e inúmeras causas podem ser:

  1. Pós parto

  2. Febre alta

  3. Cirurgias

  4.  Pós COVID

  5. Estresse emocional importante

  6. Infecções

  7. Hipotireodismo ou Hipertireodismo

  8. Dietas restritivas

  9. Perda de peso

  10. Cirurgia Bariátrica

  11. Anti depressivos: fluoxetina, amitriptina, bupropiona, duloxetina, escitalopram, venlafaxina, citalopram, sertralina, paroxetina

  12. Carência de ferro

  13. Parada e início de anticoncepcional

  14. Uso de testosterona

  15. Medicações: Vitamina A e selênio em excesso, isotretinoína, acitretina, lítio, ácido valproico, carbamazepina, esteróides anabolizantes, antiretrovirais, fenitoína, sibutramina, sinvastatina, fibratos, amiodarona, alopurinol, captopril, propranolol,etc.

O início da queda de cabelo excessiva ocorre cerca de 3 meses após o evento que a desencadeou, pois este é o tempo para o folículo passar pela fase telógena e finalmente cair.

Para o diagnóstico é essencial uma consulta com Dermatologista, com exame detalhado do couro cabeludo através da tricoscopia. Algumas vezes exames de sangue podem ser solicitados.

O tratamento não é feito de forma geral com “vitaminas”, a menos que tenha alguma carência nutricional. Quando a queda for excessiva e ultrapassar 6 meses, caracteriza Eflúvio telógeno crônico, no qual algumas opções de tratamentos são propostas como uso de Minoxidil via oral e MMP capilar.

MMP Capilar

MMP Capilar é a utilização de um tratamento dermatológico que realiza a microinfusão de medicamentos na pele com a finalidade específica de fortalecer o crescimento capilar ou reduzir a queda de cabelo. Os produtos são injetados por um aparelho composto de pequenas agulhas que distribuem ativos selecionados diretamente no couro cabeludo para atender as necessidades e objetivos de cada paciente.

A terapia com MMP Capilar é destinada principalmente à redução da perda de cabelo acentuada e tratamento para calvície masculina ou alopecia androgenética feminina. O tratamento pode realizar ainda a aplicação de vitaminas para o cabelo crescer. O tratamento costuma ser antecedido por aplicação de luz de LED no couro cabeludo, uma etapa preparatória indolor que ajuda a estimular o metabolismo para receber os medicamentos. 

LED Capilar

O  LED capilar é feito antes do MMP para aumentar a circulação do couro cabeludo e aumentar a absorção dos medicamentos durante o procedimento.

São as 3 luzes do LED Capilar:

  • Luz vermelha:Combate processos inflamatório, auxilia na selagem das cutículas e fortificação do fio.Também é uma opção para tratamento da queda e na cicatrização de tecido, estimula síntese de colágeno, aumenta a produção de ATP e realiza terapia ILIB.

  • Luz infravermelha: Tem função analgésica, para tratamento de dores, atua na drenagem de líquidos, possui efeito anti inflamatório. Além disso, a luz aumenta em 40% a penetração e eficácia de produtos e tem efeitos significativos quando usada em conjunto com a luz vermelha para tratamento de queda e fortificação capilar.

  • Luz azul: Tem ação bactericida e fungicida, trazendo a hidratação dos fios e do couro cabeludo, combate os radicais livres e potencializa os efeitos de produtos cosméticos capilares, além de garantir brilho e hidratação aos fios.

Plasma Rico em Plaquetas (PRP)

O tratamento Capilar PRP caracteriza-se pela aplicação no couro cabeludo do paciente de uma porção do seu plasma sanguíneo, com o objetivo de promover a recuperação do folículo e o crescimento capilar.

As plaquetas representam um importante reservatório de fatores de crescimento que enriquecidas com íons de cálcio, se revelam essenciais na reparação de todos os tecidos do corpo humano, incluindo os folículos capilares.

QUAIS AS VANTAGENS DO PRP CAPILAR?

  • Aumentar a irrigação sanguínea

  • Acelerar a produção de colagéno

  • Desenvolver a proliferação celular

  • Estimular e incentivar o crescimento capilar após a queda sazonal

  • Aumentar o diâmetro do cabelo conferindo-lhe mais volume

  • Prolongar a fase anágena do Ciclo Capilar

  • Retardar os efeitos da Alopecia

  • Recuperar os tecidos e folículos após transplante capilar

  • Acelerar a cicatrização das zonas dadora e recetora